terça-feira, 9 de novembro de 2010

ENCERRANDO CICLOS (Glória Hurtado)


As marcas e cicatrizes que marcaram a minha vida, apenas me fizeram lembrar o que fui, o que fiz e o que devo evitar. Nunca carrego comigo o lixo da dor, da mágoa, da decepção...
Renovo todos os dias na minha mente a convicção de que sou uma vencedora, carrego comigo a "coragem" para enfrentar os desafios da vida, e assim, vou irradiando luz e paz ao meu redor.
Por isto, me identifiquei com o texto abaixo e repasso para que possam ler e refletir.


Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e sentido das outras etapas que precisamos viver...
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar, no passado, os momentos da vida que já acabaram...
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais nenhum passo, enquanto não entender as razões que levaram a certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó... Mas tal atitude será um desgaste imenso por todos, seja parceiros, amigos, familiares, todos estarão encerrando capitulos, virando a página, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você esta parado...
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará...
Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que viveram, noite e dia, uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor possibilidade de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente passam ir embora.
Por isso, é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros...
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisivel.
O que está acontecendo em nossos corações ao se desfazer das lembranças significativa, também, abrir espaço para que outros tomem seu lugar.
Crescer é dixar ir embora, soltar, desprender-se...
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vêzes ganhamos, às vezes perdemos.
Não espere que lhe devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que compreendam seu amor...
Pare de ligar a TV emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostre como você sofreu com determinada perda - isso o estará, apenas, envenenando e nada mais...
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou soberba, mas porque, simplesmente, aquilo já não se encaixa mais na sua vida...
Feche porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Atalhos Em Nossas Vidas

Espero que você, assim como eu, não esqueça dos 3 conselhos deste texto, e não esqueça também de confiar, mesmo que a vida muitas vezes já tenha lhe dado motivos para a desconfiança.

"Dois jovens recém-casados, eram muito pobres e viviam de favor num sítio no interior.
Um dia o marido fez a seguinte proposta a esposa:
"Querida, eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego, e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo eu vou ficar longe, só peço uma coisa: Que você me espere, e enquanto estiver fora, seja fiel a mim, pois eu serei fiel a você."
Assim sendo, o jovem saiu, andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito.
Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.
O pacto foi o seguinte: Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. Eu não quero receber meu salário. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.
Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou durante 20 anos, sem férias e sem descanso.
Depois de 20 anos ele chegou para o patrão e disse:
"Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para minha casa. O patrão então lhe respondeu.
Tudo bem, afinal fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes, quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?
Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou lhe dou 3 conselhos e não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me de a resposta."
Ele pensou durante 2 dias, procurou o patrão e disse-lhe:
"Quero os três conselhos."
O patrão novamente frisou:
"Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro."
E o empregado respondeu:
"Quero os conselhos."
O patrão então lhe Falou:
1º Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida;
2º Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para mal pode ser fatal;
3º Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.
Após dar os conselhos o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:
"Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar em sua casa."
O homem então seguiu seu caminho de volta, depois de 20 anos longe de casa e da esposa que tanto amava. Após o 1º dia de viagem encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou:
Para onde você vai?
Ele respondeu:
Vou para um lugar muito longe que fica a mais de 20 dias de caminhada pôr esta estrada.
O andarilho disse-lhe então:
Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é ‘dez’ e você chega em poucos dias.
O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do 1º conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão a beira da estrada, onde pode hospedar-se.
Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada, acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se, de um salto só e dirigiu-se a porta para ir até o local do grito. Quando esta abrindo a porta lembrou-se do 2º conselho.
Voltou, deitou-se e dormiu, Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido.
O hospedeiro disse:
E você não ficou curioso? Ele disse que não.
O hospedeiro respondeu:
Você é o primeiro hospede a sair vivo daqui, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hospede sai, mata-o e enterra-o no quintal.
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso pôr chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada.....Já no entardecer, viu entre as arvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre os braços um homem, que a estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e matá-lo sem piedade.
Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do 3º conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.
Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse:
"Não vou matar minha esposa e nem seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel a ela."
Dirigiu-se a porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então, com lágrimas nos olhos, lhe diz:
"Eu fui fiel a você e você me traiu." Ela espantada responde:
"Como ? Eu nunca te traí, te espero durante esses 20 anos."
Ele então lhe perguntou:
"E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?" Ela lhe disse:
"Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora descobri que estava grávida. Hoje ele está com 20 anos de idade.
Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para toma-lo e comer juntos o último pão. Após a doação de agradecimento, com lágrimas de emoção , ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pacto pôr seus 20 anos de dedicação.
Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade....
Muitas vezes somos curiosos, queremos saber da coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará....
Outras vezes agimos por impulso, na hora da raiva e fatalmente nos arrependemos depois...."

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Momento de Reflexão e Interiorização


Após um ano sem escrever no meu Blog, hoje, resolvi falar um pouco sobre “meu momento atual”, como me sinto e como estou me comportando diante dos últimos acontecimentos. É um momento, de paciência e de espera, coloco-me na posição de escutar, observar, pois não tenho certeza das coisas. Todos nós, em geral, tendemos a uma posição de “certeza absoluta” das coisas, como se a verdade fosse sempre nossa. Portanto, este é um momento em que finalmente permito um esvaziamento do meu ponto de vista mais arraigados. Isso é libertador, pois assim posso admirar a verdade que surge do outro, não necessariamente para torná-la maior do que minha própria verdade, mas para que eu possa ver o outro como uma pessoa e não como uma extensão dos meus desejos e vontades. Este momento para mim é de cautela, paciência e, sobretudo, de muita escuta e contemplação. É meu momento de reflexão, momento de voltar para dentro de mim, e verificar o que eu realmente estou sentindo. Envolve mais um mergulho de alma, propício à análise, à investigação dos fatos que vêem acontecendo, à leitura de bons livros e estudos sobre minha profissão, ou seja, este meu momento envolve considerar as verdades, pensamentos, vivência e reflexões do outro. Por isso mesmo, este meu momento demanda muita paciência e cautela, envolve escutar e observar o outro, porque gostar de alguém exige admirar a totalidade do outro. Muita gente ama, mas sequer presta atenção em quem está amando. Quero, portanto, aproveitar este momento de contemplação de uma nova realidade que está surgindo na minha vida.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Diario de Viagens










Para mim, viajar pelo mundo é uma das mais fantáticas vivencias do ser humano! Viagens onde podemos apreciar repletas obras de arte, museus, palácios e ruínas antigas, como na europa, união perfeita de história, diversão, beleza natural, tradição, modernidade e diversas culturas. Viajar e conhecer este imenso Planeta azul, é sempre um grande investimento cultural e pessoal que ficará para sempre na nossa memória. Por tudo isto, resolvi escrever minhas viagens no meu Blog, como se fosse meu "diário de viagem", registrarei aqui, todas as minhas viagens (poucas ainda), mas, que me permitiram grandes alegrias.

Viagem à Europa

Vou falar um pouco da minha viagem à Europa. Foi uma excursão de 24 dias, passei por diversos países e cidades maravilhosas. As obras de arte, museus, palácios e ruínas antigas me fascinaram, além das compras, é claro!!!!! rsrs

Dia 9/9 às 10h45min chegamos a Londres/Inglaterra, e nos hospedamos no Hotel Travelodge London Kings Cross Royal Scot. Após o check-in, fomos almoçar sanduíche no Mac, porque não sabíamos falar inglês, mesmo assim, foi muito engraçado as mímicas entre nós e o vendedor. rsrs

Dia 10/9 – Fomos fazer o City Tour. Visitamos o centro da cidade bairro Chelsea, Big Ben (sino, que pesa 13 toneladas que foi instalado no Palácio de Westminster), Catedral de São Paulo, Abadia de Westminster( com a troca de guarda), Torre de Londres, Palácio de Buckigham, Picadilly Circus, Oxford Street.

À noite fizemos uma deliciosa aventura, eu e duas amigas, fomos ao centro de Londres. Tomamos um táxi, e como não falávamos inglês, nem o motorista português, repetíamos repetidas vezes, Picadilly, Picadilly. Finalmente o motorista, muito gentil, entendeu e nos deixou no centro de Londres. Deslumbrante!!!! Muitas luzes, gente bonita e um movimento como se fosse dia. Aproveitamos para comer alguma coisa e tirar fotos.

Dia 12/9 – Seguimos para Paris/França, através do Eurotúnel (túnel ferroviário que liga a França à Inglaterra por baixo d'água. É o segundo mais longo túnel ferroviário do mundo, apenas ultrapassado pelo ‘’Túnel de Seikan’’ no Japão). Nos hospedamos no Hotel Forett Hull la Villette.

13/9 – City Tour, visita pela cidade, onde conhecemos a Catedral de Notre-Dame, Bairro Latino, Sorbone, Panteon, Pça da Concórdia, Arco do Triunfo, Montmartre, Torre Eiffel, Champs-Elysées.

14/9 – Visita ao Museu do Louvre, passeio de Bateau-Mouche pelo Rio Sena. Noite livre, visitamos Paris iluminada - Torre Eiffel e Champs-Elysées.

15/9 – Viagem de Paris para Zurich/Suíça, nos hospedamos no Seehotel Meierhof. Cidade muito bonitinha, e muito rica. Os bancos suíços, controlam muitas empresas internacionais, nessa cidade. 16/9 pela manhã, partimos para a cidade de Lucerna, situada entre lagos, montanhas e campos. Uma cidade romântica reflete a verdadeira Suíça, destacando-se uma ponte medieval de madeira, sobre o lago Lucerna.

Seguimos pra Valduz/Principado de Liechtenstein. É um minúsculo principado, um micro-estado, localizado no centro da Europa, encravado nos Alpes, entre a Áustria, a leste, e a Suíça a oeste. Sua capital é Vaduz. O alemão é a língua oficial do país. A diferença deste pequeno país com a Suíça são poucas, já que ambos apresentam os atrativos próprios dos países alpinos: bons vinhos, montanhas cobertas de neve (não encontramos a tão esperada neve...rsrs), estações de esqui e paisagens deslumbrantes.

Desta vez, seguimos pra Innsbruck/Áustria, chegamos á noite e nos hospedamos no Hotel Alpinpark. Com um belo monumento arquitetônico que é o "Telhado Dourado", feito de cobre dourado. O artesanato e o folclore tirolês completam a beleza desta cidade encantadora.

Dia 17/9 - Saímos pela manhã para os Alpes Suíço, com almoço na estação de inverno.

Seguimos desta vez, para Verona/Itália. É uma comunidade italiana da região do Vêneto, província de Verona. Possui vários monumentos, como Arena de Verona (anfiteatro romano), Catedral gótica (séc X), Igreja românica de São Zeno, vários palácios, como o Palazzio del Consiglio, Castel Vecchio, Ponte Scaligero e Balcão de Julieta, onde Romeu e Julieta teve a gravação do seu filme.

18/9 – Chegamos em Veneza/Itália, ficando hospedada no Hotel Lugano Torreta. Debruçada sobre as águas do Mar Adriático, com labirintos de canais, seu artesanato de vidro, suas máscaras de papel e suas românticas gôndolas faz dela uma cidade única. Fizemos City Tour, passeando pela Pça. de S. Marcos, Basílica de São Marcos, Palácio do Duque, Ponte dos Suspiros, Ponte Rialto e o Grande Canal, Palácio Ducal.

Seguimos depois para cidade de Florença, chegando no Hotel President. Cidade onde concentrou os maiores artistas do Séc. XV e XVI, incluindo Michelangelo, Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Galileu Galilei e Maquiavel. Considerada "A Divina" e considerada um museu a céu aberto, Florença abriga em suas ruas, praças e museus um dos maiores acervos artísticos da Humanidade.

19/9 - Depois do City Tour em Florença, seguimos para Roma, nos hospedando no Hotel Fleming. Essa grandiosa cidade tem história, ruínas, arte, diversão e fontes.

20/9 – Visitamos o Vaticano, menor país do mundo. Residência dos papas, o Vaticano, é destino de milhares de peregrinos e turistas e seus museus reúnem uma das maiores coleções de arte do mundo. Obras de arte como, A Basílica da Sé de São Pedro, os Museus do Vaticano e a Capela Sistina, foram vistas por nós. Depois dessa visita, fizemos um City Tour por Roma, visitando o Fórum Romano, Fórum Imperial, Coliseu, Monumento Vittorio Emanuele, Fontana de Trevi, Pizza di Spagna, Panteão, Castelo SantÁngelo, Museus Capitolinos e Catacumbas.

Dia 21/9, seguimos para Pompéia/Itália. Foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada a 22 km da moderna Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompéia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 depois de Cristo.

Seguimos para Nápoles/Itália. É a terceira cidade da Itália após Roma e Milão e tem a segunda maior região metropolitana após a de Milão. É também um centro turístico pois nos seus subúrbios localizam-se vários locais de interesse: o vulcão do monte Vesúvio, as ruínas de Pompeia e Herculano, as ilhas de Capri e Ischia.

De Nápoles, seguimos para Capri/Itália. É uma ilha italiana que fica na baía de Nápoles (região da Campania), no mar Tirreno, a pouca distância do continente. A ilha possui uma área de cerca de 10,36 km², a maior elevação da ilha é o monte Solaro. Outras belezas podemos ver como, Faraglione (a formação rochosa símbolo da ilha), San Giacomo, Gruta Azul, Arco Natural (o Arco do Amor), Grotta Meravigliosa, Jardim de Augusto, Monte Tibério, Via Krupp. A ilha de Capri tem uma beleza única, com penhascos de tirar o fôlego, mares límpidos, sempre sendo cenário de propagandas, filmes, etc Não tem quem não fique com gostinho de quero mais depois da primeira visita. Talvez o motivo seja o clima familiar dos hotéis (todos são dirigidos por segundas ou terceiras gerações), a tradição gastronômica, os terraços cobertos de buganvílias floridas, ou o mar azul-turquesa. A única rodovia que dá acesso à Costa Amalfitana foi "cuidadosamente projetada para ser um pouco mais estreita que a largura de dois carros lado a lado". A estreiteza da pista de 2 mil curvas vertiginosas, algumas de 180 graus, dá aquele friozinho na barriga com o jeito italiano de dirigir...

Dia 22/9 – Seguimos para Pisa/Itália. Cidade se restabeleceu com a indústria e grande fluxo de turistas, atraídos pela famosa Torre Inclinada. Tirar uma foto "segurando" a Torre Inclinada é irresistível...

Dia 23/9 - Seguimos por Sanremo, Genova e chegamos em Nice, ficamos hospedados, no Hotel Novotel Nice Centro. É a segunda cidade turística francesa após Paris, fato que, combinado com as dificuldades de comunicação terrestre de longa distância (por causa dos Alpes), permitiu à cidade possuir o segundo aeroporto da França em termos de frequentação (próximo dos 10 000 000 passageiros em 2005). Nice também é famosa por sua parte velha (Vieux-Nice), pelo cours Saleya que abriga mercados e restaurantes, pelo hotel Victoria, onde morou Matisse e o Negresco, pelos museus Chagall e Matisse, pelo Mamac (Museu de Arte Contemporânea), e é claro pelo Passeio dos Ingleses (La Promenade des Anglais, "prom" para os locais) que se estende do teatro de Verdure até ao aeroporto por vários quilômetros.

Desta vez, fomos pra Mônaco. Segundo menor Estado independente do mundo. Encravado na costa mediterrânea do sul da França, um luxo!!! Princesas, magnatas, iates e o Grande Prêmio de Formula 1 fazem deste lugar a maior concentração de luxo, fama e beleza do mundo. Passamos pelo o Palácio Real, Catedral, Cassino de Monte Carlo e Museu Oceanográfico.

Monte Carlos - A poucos minutos de La Condamine está a capital Monte Carlos, cidade freqüentada por artistas e playboys europeus, possui diversos cassinos e hotéis luxuosos e a última parte é o subúrbio industrial, chamado de Fontvieille.

Dia 24/9 - Seguimos para a Espanha. Passamos por Canes, dormimos em Barcelona, no Hotel NH Sant Boi, e na manhã seguinte, seguimos para a cidade de Zaragoza. Lá visitamos a magnífica Basílica de N. S. do Pilar, padroeira da Espanha.

Dia 25/9 - Seguimos para a capital da Espanha, Madri, e nos hospedamos no Hotel Convencion.

Dia 26/9 City Tour pela cidade onde passamos pela Plaza Mayor, Porta del Sol, Passeio de Castellana, Pça. Cibeles, Pça. Netuno, Gran Via, Museu do Prado, Estação de Atocha e Magazine El Corte Inglês.Tivemos um dia livre.

27/9 – Saída pela manhã para Toledo. Eu e Rosa não fomos porque já conhecíamos de outras viagens. Município da Espanha, cidade medieval, tem importantes monumentos religiosos, como a sinagoga de Santa Maria la Blanca, a sinagoga de El Transito, e a mesquita de Cristo de la Luz. A catedral é notável por sua incorporação de luz, e nada é mais notável que as imagens por trás do altar, bastante altas, com figuras fantásticas em estuque, pinturas, peças em bronze, e múltiplas tonalidades de mármore, uma obra-prima medieval. Muito bom para compras.

Dia 28/9 – Chegamos ao fim da nossa viagem em Lisboa/ Portugal. Uma bela e alegre cidade, banhada pelo Rio Tejo. Após despachar as malas no Hotel Roma, saímos para almoçar e passear no Shopping Colombo, 2º maior Shopping da Europa.

Dia 29/9 Fizemos um City Tour, por suas imponentes avenidas, o Mosteiro dos Jerônimos, Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Pça. do Comércio, Alfama, Docas de Santo Amaro. Fomos até o famoso bairro de Belém, saborear os deliciosos pastéis de Belém. A noite assistimos a bela musicalidade do Fado.

Dia 30/9 - Visitamos a cidade de Óbidos, a 94km de Lisboa. Hoje é uma vila de lindas e pitorescas casas brancas, com ruas tortuosas e floridas. No alto domina toda a vila, o Castelo Medieval. Com sua Igreja Matriz, Capela da Misericórdia, o Arco da Senhora da Graça, vive essa charmosa vila.

Partimos para Nazaré. Importante porto pesqueiro e um dos importantes centro de férias, devido as praias de areia fina, seu folclore com as mulheres das sete saias, e mulheres de preto, além das paisagens lindas.

Com muita emoção chegamos a Fátima. Local chamado Cova da Iria, onde Jacinta, Francisco e Lúcia, viram pela primeira vez N.S. de Fátima. Milhares de peregrinos vão a Fátima. Fomos tomados por uma emoção muito grande, devido a energia positiva de fé e devoção.

Seguimos depois para Sintra. Situada em plena serra, repleta de palácios e museus como o Palácio Real, Palácio da Pena e Castelo dos Mouros.

Passamos também por Cascais, junto ao Oceano Atlântico, terra de pescadores e de pessoas de aristocráticas famílias. Vimos também Estoril e seu bonito cassino.

Mas.... o sonho acabou... e voltamos com muita saudade para o nosso Brasil, que também é lindo, acolhedor, alegre e muuuuuito farto de frutas, verduras, carnes e temperos gostosos.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

MY LOVE STUART


I promise to love you earnestly,
with passion and enthusiasm.
I promise my loyalty and that I will stay by your side
through hard times as well as the good.

I promise to work with you to reach your goals.
I promise to be patient with our differences

and to remember that they imbue our relationship
with resilience, strength and humor.

I promise to keep our relationship fresh and lively
and to always remember that you are my lover
and my beloved.

I promise to do what I can to stay healthy and fit
in body and mind so that I may age gracefully
by your side.
I promise to help create a home that is welcoming,
inclusive, spirited and inspiring.

I promise to love you all the days of my life and to be with you in spirit even after I die.

segunda-feira, 26 de maio de 2008



Minha mãe

Minha sogra

Só se tem saudade do que é bom e minha mãe era maravilhosa. Dizia o poeta: “as mães não deveriam morrer, deveriam ser eternas”. (Carlos Drummond de Andrade).

Mãe nunca morre, pois seu amor é eterno.

Eu definiria mãe com essas duas palavras: amor e vida! A minha mãe marcou-me por dentro, presente de Deus, amiga do coração. O único sentimento meio desagradável que sinto em relação a minha mãe, é a saudade, mas vale pelo que ela significa: Saudade é próprio de quem ama! Também porque a saudade incomoda e por ela está muito longe, não a tenho junto a mim quando quero, só quando olho para o céu e a vejo transformada em uma estrelinha brilhando, neste momento os meus olhos ficam marejados...

Ela me educou e muitas vezes o seu colo foi para mim um refugio, sua presença me acalmava, me inspirava segurança e fortaleza. Contando comigo teve mais seis filhos, somos sete, mas o meu pai ela também cuidou como mãe, então ela foi mãe de oito. Mulher inteligente, cheia de sabedoria divina, costureira de mão cheia. Lembro-me quando na cozinha de casa ela fazia o nosso almoço, aquele famoso franco de domingo, uma delicia!!!

Araci é o seu nome, que por muitas vezes chamei, hoje já mulher adulta muitas vezes quis tê-la por perto para sentir aquela segurança de criança, pois mãe nunca deixa de ser mãe e graças a Deus filho nunca deixa de ser filho.

Minha mãe agradeço a você tudo o que sou. Eu te amo! Pois certamente você está me dizendo: Deus te abençoe minha filha!


Minha sogra

Marjorie é o nome da mãe do meu namorado Stuart, e minha sogra. Nasceu na Inglaterra e quando partiu, nem imaginava que eu já era namorada do seu filho. Lamento por não termos tido a oportunidade de nos conhecer, mas sinto que nós seríamos mãe e filha...
E ao fazer esta homenagem póstuma, quero lhe agradecer pelo maravilhoso filho que colocou no mundo, inteligente, amável e gentil... Sei que ele é assim, porque você D. Mage, o fez desta forma. Generoso por causa da sua generosidade... Compreensível, porque você deu a ele a compreensão... Ele é cheio de entusiasmo e carinhoso, porque você o criou com amor. Eu, realmente não tenho palavras para expressar o quanto lhe estimo e lhe aprecio, apesar de nunca tê-la conhecido, apenas por fotos e de ouvir seu filho falar de você. Agradeço por ser a Mãe do meu namorado, e proveito para lhe dedicar esta página, expressando aqui o meu carinho e a minha consideração... Sei que você está lá em cima orando por nossa felicidade...Sei também que você é aquela estrelinha que brilha lá no céu, sorrindo para nós.


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Eles já não mais estão aqui...




Vô e vó, que não tive a sorte de conhecê-los, pais de minha mãe.

Tia Nini e tio Edson. Vocês dois foram pai e mãe para nós, quando mais precisamos da proteção e carinho de vocês. Não precisamos de um arco-íris para encontrá-los, mas confesso que vocês trouxeram mais cores pra nossas vidas!
Por isso nosso sentimento será eterno!
Muito obrigado por tudo.

Você Reinaldo, cunhado que não mais está aqui... Mas,que soube curtir a vida de forma alegre, otimista, e com grande capacidade de aceitação e de humildade.

Um abraço bem apertado em todos vocês, sentido de muitas saudades...
Vocês que nos deram tanto carinho, que delas nunca esqueci...
A vocês o MEU ABRAÇO!

Família: Amor Repartido 3


Hermes marido de Lívia e a filha Alicinha

Mara esposa de Leandro

A família é um núcleo de convivência unido por laços afetivos, onde este núcleo vai aumentando por outras pessoas que vão se agregando à esta familia, nossa maior fonte de felicidade: genros e noras.

Nenhum amor é tão profundo, nenhuma alegria tão plena quanto aquela que pode existir dentro deste círculo familiar.

Família: Amor Repartido 2






Os filhos cada um cresceu, até que um dia eles partiram para construir sua própria "família".
E assim a família Santos Barroso cresceu e deu novos frutos: os sobrinhos.

Ver fotos de baixo para cima:

Socorro, minha 1ª irmã e Rosário, a 2ª - adotaram uma criança, Sheila, com 8 anos

Raquel, minha 3ª irmã, casou com José Carlos e desta união, nasceram:

  • Livia, formada em Economia, casou com Hermes, e dessa união nasceu Alice com 2 aninhos
  • Leandro, formado em Administração de Empresa, é militar da Aeronaltica, casou com Mara, não têm ainda filhos
  • Natália, estudando pré-vestibular
  • Pedrinho, filho adotado
Eu, Graça, a 4ª filha, não tive filhos

Raimunda, a 5ª filha, casou com Reinaldo (falecido) e desta união nasceram:
  • Laís, estudante de Nutrição
  • Lívia, estudante de 2º grau
Rosa, a 6ª filha, casou com Edmundo (separados) e desta união nasceram:
  • Andréa, formada em Terapia Ocupacional, trabalhando
  • Marcelo, formado em Biologia, trabalhando
  • Ricardo, estudante de Fisioterapia
Raimundo, o 7º filho, casou-se com Leolanda (divorciados), e desta união nasceu:
  • Frederico Alexandre, estudante de Marketing e Comunicação


Família: Amor Repartido



Meus pais com sua 1ª filha Socorro

Minha família começou a existir a partir do momento em que meu pai Raimundo Clímaco Barroso, decidiu casar com minha mãe, Araci dos Santos Barroso e criar um núcleo de convivência, unido por laços afetivos: uma família, que foi trabalhada e cultivada com muito amor. Desta união nasceram sete filhos. Foi nesse compromisso de dedicação, cumplicidade, respeito e partilha que todos nós desenvolvemos nossas personalidades, nos espelhando nas atitudes corretas dos nossos pais. Nascemos e crescemos na energia deste lar, com os mesmos interesses de forma cooperativa, amiga, construtiva...

É nesta família que Deus me deu, que encontro meus verdadeiros amigos, ela é a base de tudo para mim.


terça-feira, 20 de maio de 2008

Perder com classe e vencer com ousadia.





No livro da nossa vida existem acontecimentos que gostaríamos de passar a página, para nunca mais reviver tais momentos. No entanto, são fatos que deixaram cicatrizes, e que por isto mesmo não podem ser esquecidas. As cicatrizes emocionais não surgem à toa, são marcas que têm a função de proteger contra novos erros, novos equívocos, levando-nos a pensar, refletir, sentir, e principalmente de lembrar que estamos vivos.

Com as cicatrizes aprendemos que não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos. Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás, por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro descruzando os braços e vencendo o medo de partir em busca de um novo AMOR.

Meu relacionamento com José foi de encontros e desencontros. Sentimentos que se misturavam entre cuidado, compaixão, apego, esperança, ciúmes, brigas, dores... Depois que tudo passou, e que pude me amar de verdade, vi claramente que tudo aconteceu no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa, contribuindo unicamente para o meu crescimento.

Deixo aqui, o pensamento de Charles Chaplin sobre a "vida", que acho lindo e de uma profundidade infinita.

VIDA

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,

mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amada,
mas também já fui rejeitada,
fui amada e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.


Bom mesmo é ir à luta com determinação.



Eu no início da minha profissão

Eu preste a me aposentar

Coragem. Esta é a palavra que melhor define tudo o que enfrentei durante o meu tempo na faculdade e no trabalho. Era para mim um desafio sair de casa para trabalhar das 7:30h às 18:00hs, enfrentar trânsito, chegar na Faculdade às 18:30hs e retornar para casa às 23:00horas, morrendo de fome. Mas, eu me convencia de que apesar dos impasses e dos momentos difíceis, mais tarde eu teria a recompensa. E tive! Não sei quantas vezes pensei em desistir, quantos problemas consegui superar, quantas vezes falhei e errei na minha aprendizagem.... Quantas vezes enfrentei chuva, sol, ônibus cheio, fome, cansaço... Perdi a conta dos dias em que estudava até altas horas da noite, para fazer prova na faculdade. Parecia que morria centenas de vezes, até chegar ao objetivo final: ter meu Diploma e conseguir um emprego na minha profissão.

Sorte. Esta é a palavra que melhor define minha vida profissional. Em um mundo competitivo como o mercado de trabalho, conseguir um emprego antes mesmo de se formar, só pode ter muita sorte!!!!

Estava eu trabalhando na Livraria, quando uma colega da faculdade, Aninha, foi me visitar para dizer que no Instituto Euvaldo Lodi–IEL, havia uma vaga para estágio. Eu não me mostrei muito animada, porque só faltava 3 meses para que a gente se formasse, e na realidade não estava mais a fim de fazer estágio, uma vez que o estágio supervisionado obrigatório da faculdade eu já havia feito. Ela insistiu muito e eu resolvi ir, mais para fazer companhia a ela. Chegando lá fizemos as inscrições e um teste para a vaga do estágio que era remunerado. Uma semana depois, o IEL me telefonou dizendo que eu havia sido escolhida para a vaga. Tomei um susto! Como, e minha colega Ana? Perguntei apreensiva. –Ela não foi aprovada. Respondeu a telefonista.

Desliguei o telefone com uma dor no estomago, em vez de ficar alegre, fiquei triste. Como dar a notícia para minha colega e amiga? Depois do impacto resolvi ligar para Aninha. Meia sem jeito fui contando o ocorrido e dizendo que eu iria desistir da vaga. Para minha surpresa ela deu uma risada, e falou: -se você desistir da vaga eu nunca mais falo com você, corto nossa amizade. Você merece a vaga!

E foi assim que após 3 meses como estagiaria, fui contratada para o meu primeiro emprego na função de Supervisora Pedagógica. Empresa maravilhosa de se trabalhar. Tive a sorte de encontrar profissionais super competentes e amigas, como a Coordenadora do IEL, Inês Brito, e a minha chefe imediata, Graça Leite. Com elas adquiri muito conhecimento para a minha caminhada profissional. Permaneci por 4 anos no IEL. Saí de lá para outro emprego que me oferecia uma remuneração maior e um cargo de Coordenadora Pedagógica.

Minha vida profissional estava em ascensão! Tudo acontecia como eu havia sonhado um dia. Ingressei, como Coordenadora Pedagógica, no Centro de Capacitação e Aperfeiçoamento Profissional - CECAP, Órgão ligado a Fundação Brasileira de Educação – FUBRAE, Unidade de Ensino Fundamental para Jovens e Adultos, com matriz em Niterói/RJ. Nesta função trabalhei incansavelmente, tive oportunidade de viajar para várias cidades do interior da Bahia e estados do Brasil e conviver com um universo muito grande de diretores, supervisores e instrutores. Desta forma, meus conhecimentos cresciam, a cada dia. Permaneci por 3 anos neste Órgão. Saí quando o governo José Sarnei, acabou com o salário educação para empresa, verba que sustentava este Centro.

Ao sair do CECAP, soube de uma vaga na área de Recursos Humanos, na Mesbla Lojas de Departamento S/A, me candidatei e fui aprovada para a função de Analista de Recursos Humanos Sênior, ministrava treinamentos, recrutava e selecionava candidatos para preenchimento do quadro de pessoal. Passei 4 anos na Mesbla, e só sai porque a empresa teve inicio na sua crise financeira. Lamentei profundamente ter saído desta empresa, adorava trabalhar lá.

Após ter saído da Mesbla, recebi um convite do SENAC- Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, para participar de uma seleção. Chegando lá a psicóloga me ofereceu duas vagas para trabalhar, uma na Unidade Móveis e a outra na Gerencia de Relações Institucionais. Resolvi concorrer para as duas vagas, passei nas duas. Mas resolvi optar para a Gerencia de Relações Institucionais porque não havia necessidade de viajar com freqüência para o interior do Estado. Nesta Instituição permaneci até minha aposentadoria. Foram 16 anos de trabalho intenso, de projetos desenvolvidos, de participações em Feiras e principalmente de cursos de crescimento interior, atividade que a Diretora Marina Almeida investia na sensibilização, mudanças de comportamentos e motivação dos seus funcionários. A mim, estes cursos contribuíram muito para a busca do meu crescimento interior. E foi por esta razão que busquei minha aposentadoria, apesar de deixar grandes amigos e uma chefia muito dedicada e eficiente. O SENAC, foi uma empresa de grandes aprendizagens, de grandes desafios e grandes realizações. Deixei amigas sinceras que ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns não são invisíveis. Quando saí do SENAC recebi carinho, respeito e reconhecimento pela minha pequena contribuição nesses 16 anos que se passei prestando serviço na Instituição.

No dia da minha saída recebi dos colegas uma jóia de ouro cravada a palavra “Sorte” – meus colegas adivinharam que esta palavras vem sempre me acompanhando por toda minha vida, graças a um Poder Superior que guia os meus passos e me orienta qual o melhor caminho a seguir.

A vida nos coloca frente a frente com outras pessoas...


Dr. Elzio o 1º à esquerda e eu a 6ª da esquerda para a direita

Um dia, minha irmã mais velha, Socorro, chegou do trabalho à noite com uma notícia maravilhosa!!! Havia descoberto na Pça. da Sé, a Federação Espírita. Ela nos deu o endereço com a esperança de fazermos amigos, na capital baiana. Assim, foi feito! No dia seguinte, eu e minha irmã Raquel, fomos em busca da Federação Espírita. Chegando lá, encontramos na entrada do prédio um senhor com mais ou menos 55 anos, que nos recebeu com muito carinho, o famoso Dr. Elzio, como era conhecido por todos ali. Era um promotor da justiça, de uma cultura invejável, moral rígida e alma bondosa que nos acolheu como um pai. Começamos a freqüentar as reuniões espíritas, onde Dr. Elzio era o coordenador. De todas as minhas irmãs eu fui a mais assídua às reuniões, logo fiz amizades com todos e comecei a me sentir um pouco baiana apartir daquela época.
Eu era uma jovem de 22 anos, que estava chegando em uma cidade desconhecida e precisava trabalhar e continuar meus estudos. Dr. Elzio vendo minha dificuldade em pagar um cursinho para prestar o vestibular, me arranjou um emprego na Livraria da Federação Espírita, lá eu era uma espécie de administradora, cuidava de toda a administração dessa livraria, sob a coordenação dele.
Era o primeiro sinal de uma grande sintonia... Ao longo dos anos, desenvolvemos uma relação de mestre e discípulo. Aos poucos fui me sentindo protegida pelo círculo delicioso de amigos que tanta força davam a mim e meus irmãos.
Amigo! Como é gostoso quando podemos dizer essa palavra relacionada a uma pessoa que a gente realmente quer bem! E como são estranhas as formas de encontrá-los! Por essas e outras que acho engraçados e estranhos os caminhos escolhidos pela vida para nos colocar frente a frente com outras pessoas, às vezes das maneiras mais imprevisíveis... Dr. Elzio foi para mim um pai, um amigo, um protetor, um anjo. Toda vez que eu me afastava ou ameaçava desistir, ele me desafiava a ir um pouco mais além do que eu achava que podia. Com uma insistência serena e firme, ele me empurrava para a frente, me fazia continuar. Foram 8 anos que passei trabalhando ao seu lado, desde o dia em que apertei sua mão pela primeira vez.
Após ter me formado em Pedagogia, e ter conseguido meu primeiro emprego, exercendo minha profissão acadêmica, deixei a Federação Espírita, devido as inúmeras atividades que a nova profissão me exigia. No entanto, nunca esqueci os amigos que deixei lá, especialmente este homem excepcional: - Dr. Elzio!
Tudo que tenho hoje, material e espiritual, agradeço a este homem maravilhoso que me ajudou na minha formação acadêmica, na minha formação espiritual e moral.
Não seria quem sou hoje, se não fosse o carinho e a generosidade desse homem, sempre disponível, me amparando nas crises materiais e espirituais, me mostrando que os mistérios existem para serem desvendados, que o universo é nossa casa e que tudo se resolve com o perdão e com o amor.
O que posso mais dizer? Que carrego um pouco de Dr. Elzio comigo, assim como todos os que conviveram com ele, carregam também. Esse pouco de Dr. Elzio que há em mim é o que me leva a ousar e ajudar as pessoas que precisam de mim, buscando sempre a raiz dos meus conflitos internos e confiar no meu dom divino. Esta coragem que me leva a enfrentar os desafios contidos em cada dificuldade que encontro, vem da confiança interior que ele tinha e me transmitiu, de que tudo o que existe é energia, de que todos os seres estão interligados, de que todo o mal é resultado da ignorância e falta de consciência, de que tudo é Luz... Dr. Elzio, atuava no invisível com a mesma naturalidade com que apertava parafusos e trocava lâmpadas, no mundo material. Para ele, não havia porta que não pudesse abrir, resistência que não pudesse vencer, tendência que não pudesse corrigir. E, mesmo quando a coisa parecia insolúvel, ele não deixava de tentar.
Em 2007, ele disse adeus ao nosso mundo, e desde que eu recebi a notícia de seu desencarne, memórias de tudo o que vivemos juntos inundam minha mente e meu coração. Nenhuma delas é ruim. São todas boas, são todas belas, cheias de afetuoso respeito e silenciosa compreensão.

Entre lágrimas de tristeza pela saudade que ficou, e de alegria, pela certeza de que ele segue sua jornada vitorioso e feliz, agradeço a bênção de ter caminhado a seu lado, lamentando, sim, como todo ser humano lamenta, quando se vê separado de quem admira, não ter conversado mais para dizer mais claramente e com mais freqüência, o quanto ele é especial. Conforta saber, que onde quer que esteja, com a consciência ainda mais ampliada, ele pode ver e sentir que é muito amado por todos nós.

Obrigado por tudo meu grande amigo, Dr. Elzio!!!!

Minha vida é andar por este país...


1970, ano em que eu, a Graça menina, adolescente, começava a se transforma em uma mulher. Ano em que houve uma total modificação na minha vida. Deixava para trás as diversões, a vida de estudante de 2º grau, o carinho e zelo dos meus tios que me criaram, para enfrentar uma vida de adaptações, clima, sotaque, cultura e trabalho para manter meus estudos. Uma vida totalmente diferente da que eu levava em Belo Horizonte.

Devido a morte da minha mãe, em setembro de 1968, eu e meus irmãos ficamos emocionalmente abalados, e por isto, minha irmã mais velha sentia necessidade de mudar o cenário de nossas vidas. Foi então que meu tio, irmão mais novo da minha mãe, que tem nome de um guru indiano Ramakrishna Bagavan dos Santos, morando na Bahia, e que na época exercia cargos de grande importância na política baiana, resolveu trazer minhas duas irmãs mais velhas, Socorro e Rosário, para trabalharem em Salvador. Mais tarde, minhas irmãs preocupadas com os outros irmãos mais novos que tinham ficado em Belo Horizonte, convenceram meu pai a vir morar também na Bahia, com toda a família.

Em dezembro de 1969, chegávamos em Salvador/Bahia. Quando chegamos, tudo era estranho, nos sentíamos estranhas nesta cidade. Vínhamos de uma cidade relativamente nova, de arquitetura moderna, avenidas largas, praças floridas e clima frio, para outra que preservava viva a memória do Brasil Colônia, ruas de paralelepípedo, de igrejas seculares, do artesanato típico, da crença diversificada, de seu povo mestiço, dos mitos e ritos do folclore. Assim, nós nos sentíamos estrangeiros no nosso próprio país... Não conhecíamos ninguém, não conhecíamos a cidade, nos sentíamos sozinhos...

Era o início de uma nova fase.... eu chorava a grande saudade de Belo Horizonte, mas, tinha em mente um ideal, e todo ideal exige sacrifícios, e de todos, o maior era a ausência prolongada da cidade, das amigas, dos meus tios e primos. As vezes sentia uma saudade imensa em meu coração, às vezes fazendo-o bater descompassadamente a cada amiga lembrada!

Mas os amigos tão queridos seguiram comigo pelas minhas trilhas, onde buscava meu eu mais profundo. Claro que carrego-os todos até hoje, dentro do meu coração. E assim, segui por aqui, em busca de mim mesma...

sábado, 17 de maio de 2008

A amizade é um investimento sábio

Falando ainda da minha juventude, recordo das inúmeras amigas que deixei em Belo Horizonte.

Me lembro que na casa da Rua Ibiá, no bairro Santo André, fizemos amizades maravilhosas que aos poucos foram se transformando em uma verdadeira família, como a Gilka, Eliana e Beth.

Lembro que quando a Vera ficou noiva, fizemos uma festa surpresa de chá de cozinha para ela. Preparamos tudo com muito carinho e escondido dela. Cada uma de nós se caracterizou de um personagem famoso que iria prestigiar o chá: eu de Charles Chaplin, Raquel de miss Brasil (da época), Socorro de Aristóteles Onasis, Rosa de Jaqueline Onasis, e tantos outros personagens que já não me lembro mais dos nomes. No dia do chá, como era surpresa para a noiva, nós nos trancamos na casa da Gilka esperando a noiva, mas para nossa surpresa quem fez a surpresa foi a noiva, que veio caracterizada de noiva ao lado do seu cunhado que fazia o papel do noivo. Nesta hora, ninguém se conteve de tanto rir, dávamos gargalhadas... A Vera (noiva), falava e se divertia com os trejeitos de uma noiva caipira. Esta festa ficou em nossa mente, e até hoje relembramos com saudades daquele dia.
Tudo era motivo de brincadeira e divertimento, no São João brincávamos na rua pulando fogueira e no Carnaval, dançávamos na Paróquia do bairro Carlos Prates, festa que o padre dessa paróquia fazia para os jovens da comunidade. Também tinha a Magda, nossa vizinha próxima, que fazíamos as “horas dançantes” na casa dela, e dançávamos ao som de Roberto Carlos, sob o olhar de sua mãe. No entanto, o que mais nos marcou foi o carinho e a solidariedade que essas amigas do coração demonstraram quando minha mãe faleceu. Todas ficaram ao nosso lado. A Vera e seu noivo (na época) Moacir, que era médico, foram de total abnegação com todas nós. Moacir assinou o atestado de óbito, pois, minha mãe faleceu de enfarto no trajeto de casa para o hospital e precisava de um médico que lhe atestasse a causa da morte. Todos os dias, Vera, Eliana, Beth, Gilka, Magda e tantos outros, passavam por nossa casa, para nos consolar e nos dar apoio. A elas, o nosso muito obrigado e nossa eterna gratidão.

Na Rua Turfa, no bairro do Prado, onde eu morava com minha tia Rosália, passei bons tempos. Meu primo Rama, gostava muito de festas e eu aproveitava para ir aos bailes com ele. Minha tia, sempre me chamava para ir com ela fazer compras nas lojas chics de Belo Horizonte, ela era muito elegante. Também, fazíamos parte da Juventude Espírita no Centro Célia Xavier. Lá conhecemos jovens maravilhosos, como o Zé Roberto, Odilon, Aroldo, a Lindamir e outros. Fazíamos a Campanha do Quilo, onde íamos de porta em porta, pedir alimentos para os pobres, era muito divertido e gratificante.

sexta-feira, 2 de maio de 2008



Jovem Guarda


Ser adolescente é viver entre o “ser e não ser”. Adolescência é uma das etapas do desenvolvimento humano que é caracterizada por alterações físicas, psíquicas e sociais. Ser adolescente é muito bom, e eu soube aproveitar essa fase muito bem. Curti a vida com responsabilidade, nunca deixei os estudo de lado. Aquela época era chamada de “Anos Dourados” e os jovens eram rotulados como “Jovem Guarda”, devido ao movimento musical de Roberto Carlos. Jovem Guarda foi um movimento surgido na segunda metade da década de 60, que mesclava música, comportamento e moda. Surgiu com um programa televisivo brasileiro exibido pela Rede Record, a partir de 1965. Os integrantes do movimento foram influenciados pelo Beat-Rock da década de 60, principalmente pelos Beatles. Com isso, faziam uma variação nacional do rock sessentista, batizada no país de "Iê-Iê-Iê"(expressão surgida em 1964, quando os Beatles lançaram o filme "A Hard Days Nigth", batizado no Brasil de "Os Reis do Iê-Iê-Iê"), com letras românticas e descontraídas, voltada para o público jovem. A maioria de seus participantes teve como inspiração o rock da década de 60, comandado por bandas como Beatles e Rolling Stones. A expressão Jovem Guarda começou a ser usada com a estréia do programa de auditório que tinha esse nome, na TV Record, em 1965. Foi tirada de um discurso de Marx, onde dizia "O futuro está nas mãos da Jovem Guarda". Foi comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa que apresentavam ao público os principais artistas ligados ao movimento. O programa tornou-se popular e impulsionou o lançamento de roupas e acessórios. O movimento foi impulsionado pelo público jovem, porém agradando pessoas de todas as idades.

Nesta época a moda jovem era a missaia de Mary Quant, a linha espacial de Courrèges, a geométrica de Cardin e Saint-Laurent. O uniforme da juventude: calça jeans, camiseta branca com grafismos, camisa Lacoste vermelha, macacão, sandália de couro, tênis Conga. Linha clássica: estilo diretório, blusa cacharel, saia kilt, terno com túnica, tailleur Chanel, palazzo-pijama, caftã. Vestidos de baile volumosos ou curtos, muitas vezes em algodão estampado. Acessórios: óculos grandes, botas de vinilcom cano longo, bolsas pequenas e moles ou carteiras, jóias com ouro e turquesa. Beleza: cabelo curto, franja e nuca desfiada, batom e unhas brancas, olhos contornados de preto e cílios postiços imensos. Tecidos e cores: sintéticos, como tergal, veludo cotelê, xantungue, organza, malhas; branca,prata, rosa-shocking, turquesa, laranja e limão; estampas em preto e branco, estilo op-art, e coloridissimas, estilo psicodélico.


Anos dourados

Também existiam as festinhas que em BH, chamávamos de “hora dançante”. Era baile geralmente realizado nas tardes de domingo ao som do twist, rock e músicas da Jovem Guarda. Quase todos os domingos à tarde, tinha sempre uma hora dançante para ir. Eu adorava!!! Havia, no entanto, a proibição de meu pai, ele achava que eu e minhas irmãs mais novas, não tínhamos idade para estar em festas. Mas minha mãe sempre nos ajudava, conversando com meu pai, convencendo-o de que antes das 23:00hs estaríamos em casa. E era assim mesmo, hora marcada pelo meu pai tinha que ser cumprida!
Nestas festinhas, os rapazes disputavam a hora de dançar comigo, mas, eu não queria nada de muito sério com eles, apenas queria dançar e me divertir.
Meu primeiro namorado chamava-se Rand, eu tinha 15 e ele 19 anos. Meu primo Rama me apresentou ele, seu amigo, e logo ficamos amigos. O tempo foi passando e eu fui pegando mais amizade com ele, conversávamos sempre, ele era super legal.
Um dia ele me disse que estava apaixonado por mim, falou que não conseguia parar de pensar em mim, e mais aqueles papos de garotos quando estão afim... Na hora nem liguei, falei que iria pensar... ele falou tudo bem, e resolveu ir embora, na hora de dar um beijo no meu rosto, ele me deu um selinho (como falam os jovens hoje), na hora eu tremia demais, não sabia o que fazer. Ele foi embora para a casa dele e eu fiquei com aquilo na minha cabeça. Poucos dias depois ele me perguntou se eu havia pensado sobre nós dois e eu respondi que sim. Namoramos durante um ano, aquele namoro inocente onde só pegava na mão e o beijo era sempre roubado. Minha família gostava muito dele e até falávamos de casamento, mas tudo não passou do 1 º namorado. Depois de um ano, eu terminei com ele.
Bom, a minha historia deve ser como de muitas garotas daquela época, mas como o primeiro namorado a gente nunca esquece, eu não poderia deixar de registrar este fato no meu Blog.

Viver das memórias, de um tempo antigo e que me faz feliz





Em Belo Horizonte, durante o meu tempo colegial, eu e algumas colegas inseparáveis, aprontávamos. Nessa época, anos 60, estava na moda as minis- saias, mas, como o uniforme do Colégio “O Precursor” tinha que ser abaixo dos joelhos, nós esperávamos sair do colégio para enrolar a saia na cintura até ficar mini, e com chiclete na boca saíamos passeando na Av. Afonso Pena, a avenida mais famosa da época, onde havia uma concentração muito grande de rapazes bonitos, que ficavam paquerando as garotas.

Outra brincadeira que fazíamos, era paquerar "virtualmente" os colegas mais velhos que estudavam no mesmo colégio, na turma da noite. Como naquela época não existia computador, as alunas da turma da manhã descobriram que se deixassem bilhetinhos debaixo das carteiras de aula, os colegas da turma da noite, que sentassem nelas, iriam ler os bilhetinhos deixados lá. E deu certo! A gente podia namorar “virtualmente”, os colegas do curso da noite. Era muito divertido, pois, ficávamos ansiosas para chegar o outro dia e encontrar as respostas dos nossos bilhetes. Mas, a brincadeira durou pouco tempo, porque alguém comunicou à Diretora e ela baixou uma norma proibindo esta forma de comunicação com os rapazes da noite.